Os benefícios que a prática de atividade física proporciona para a saúde e qualidade de vida são bem conhecidos. No entanto, os indicadores de sedentarismo continuam aumentando a cada dia, sendo que, de acordo com pesquisa publicada em 2016 pelo Ministério do Esporte, cerca de 46% dos brasileiros são sedentários.

O sedentarismo é caracterizado pela falta de atividade física, um dos fatores que podem tornar as pessoas mais suscetíveis ao desenvolvimento de algumas doenças.

E esse número vem crescendo também entre as crianças. A forte presença da tecnologia no dia a dia e as conveniências modernas que ela oferece levaram ao aumento nos índices de inatividade na infância.

Além disso, o surgimento de doenças crônicas não transmissíveis tem sido observado em idade cada vez mais precoce, como a obesidade, por exemplo. O índice de crianças com excesso de peso aumenta consideravelmente ao passar dos anos. Segundo documento da OMS, o número de crianças obesas mais do que dobrou entre 1990 e 2014, passando de 7,5 milhões para 15,5 milhões.

Dessa forma, a prática de atividade física na infância tem importante papel para prevenir ou reverter esse cenário preocupante. Ao contrário de alguns mitos populares, exercícios físicos não são prejudiciais para crianças quando realizados de forma segura. Ademais, tal prática promove vários outros benefícios para a saúde infantil, além da prevenção e controle da obesidade. São alguns deles:

  • estímulo do crescimento e desenvolvimento;
  • fortalecimento dos ossos, músculos e articulações;
  • melhora da postura e equilíbrio;
  • aumento da sensibilidade à insulina;
  • melhora do perfil lipídico;
  • melhora da autoestima;
  • melhora do foco e concentração;
  • domínio do próprio corpo.

Os exercícios devem ser realizados de forma agradável e leve e ter como principal objetivo desenvolver o hábito no cotidiano das crianças, estimulando-as a gostar dessa prática.

Isso é importante tanto no que diz respeito à saúde infantil quanto do ponto de vista das habilidades sociais. As entidades profissionais, científicas e os meios de comunicação devem considerar, portanto, a atividade física na infância como uma questão de saúde pública, divulgando informações sobre sua importância e implementando programas para a sua prática orientada.

Referências

B.W. Landry, S.W. Driscoll. Physical activity in children and adolescents. PM R, 4 (2012), pp. 826–832

Paes, S. T. et al. Efeitos metabólicos do exercício físico na obesidade infantil: uma visão atual. Revista Paulista de Pediatria. Volume 33, Issue 1, March 2015, Pages 122–129.

Ferreira, M. N. G. et al. A influência da atividade física e esportes sobre o crescimento e a maturação. Revista Brasileira de Futsal e Futebol, Edição Suplementar 1, São Paulo, v.7, n.24, p.237-243. 2015.

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